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Airbus prevê crescimento de 46% da frota mundial de aviões de carga até 2045

Carga a ser carregada num avião de carga no aeroporto com trabalhadores em coletes refletivos.
Neste artigo
  1. Cargueiros da Airbus: procura por tipo e região
  2. Crescimento do transporte aéreo de mercadorias
  3. Rotas de carga aérea e renovação das frotas

A frota mundial de aviões exclusivamente dedicados ao transporte de carga deverá aumentar 46% até 2045, passando das 2.360 aeronaves registadas em 2026 para 3.460, de acordo com o novo estudo de previsão do mercado mundial de carga da Airbus. Apresentada no Simpósio Cargo Facts, a projeção aponta para uma procura de 2.670 cargueiros durante esse período, sobretudo para substituir modelos antigos.

Das aeronaves previstas, 1.580 deverão render cargueiros de gerações anteriores e 1.090 servirão para expandir as operações. Segundo as estimativas da fabricante, 970 serão construídas de origem para transportar carga e outras 1.700 resultarão da conversão de aviões de passageiros.

Cargueiros da Airbus: procura por tipo e região

Os aviões de corredor único deverão representar a maior fatia das entregas, com 1.140 unidades. A procura abrange ainda 860 aeronaves de fuselagem larga de médio porte e 670 cargueiros de fuselagem larga de grande porte.

A América do Norte deverá encabeçar as entregas, com uma necessidade de 925 aeronaves, seguida da Ásia-Pacífico, com 850. Em conjunto, as duas regiões representarão cerca de dois terços da procura mundial. Para a América Latina, a Airbus prevê a entrega de 165 cargueiros ao longo do período.

Na Europa e na Comunidade dos Estados Independentes (CEI), a previsão aponta para 515 aeronaves. O Médio Oriente deverá necessitar de 125 unidades e África de 90.

Crescimento do transporte aéreo de mercadorias

A expansão das frotas acompanhará o crescimento do transporte aéreo de mercadorias. Para as próximas duas décadas, a Airbus antecipa um aumento médio anual de 3,2% no tráfego mundial de carga aérea, superior ao crescimento de 2,9% por ano previsto para o comércio mundial a longo prazo. A fabricante considera que o setor tem demonstrado resiliência perante os preços elevados dos combustíveis, as tensões geopolíticas e as restrições nas cadeias de abastecimento.

A carga aérea representa menos de 1% do comércio internacional em peso, mas corresponde a mais de 30% do valor das mercadorias transportadas. Esta proporção evidencia a importância do transporte aéreo para os produtos que precisam de chegar rapidamente ao mercado.

O comércio eletrónico e a utilização do transporte aéreo como alternativa ao marítimo para certas mercadorias estão entre os fatores que alimentam a procura. A Airbus salienta também que o valor dos computadores e produtos de alta tecnologia transportados por via aérea duplicou nos últimos três anos, tendo estes artigos atingido uma quota de 15% em 2026.

Rotas de carga aérea e renovação das frotas

A Ásia-Pacífico deverá manter-se como a principal região no tráfego internacional de carga aérea. As ligações à América do Norte continuarão a ser o maior mercado, com um crescimento previsto de 3,8% por ano, seguindo-se as rotas com a Europa. A fabricante identifica estes fluxos como mercados para a operação do A350F, o seu novo cargueiro.

Ao longo dos próximos 20 anos, a renovação das frotas deverá acelerar, com a retirada de aeronaves antigas e a entrada de modelos mais eficientes. Na avaliação da Airbus, tanto os cargueiros novos, como o A350F, como as conversões de aviões das famílias A320, A321 e A330 ajudarão a reduzir o consumo de combustível e as emissões de carbono das operações.

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Miguel Ângelo Ferreira

Miguel Ângelo Ferreira é guia de natureza certificado e fotógrafo de paisagem, especializado no Parque Nacional da Peneda-Gerês e nos seus percursos pedestres. Dedica-se à divulgação responsável das cascatas, lagoas e trilhos do Gerês, aliando conhecimento do património natural local a práticas de turismo sustentável e seguro.

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