ANA retira o Boeing 777-300 das rotas domésticas
A All Nippon Airways (ANA) confirmou que irá retirar de serviço toda a frota de Boeing 777-300 empregue em ligações domésticas até ao ano fiscal de 2026, pondo fim a uma era de aviões capazes de transportar mais de 500 passageiros em voos internos no Japão.
Actualmente, a ANA é a única companhia aérea japonesa que ainda utiliza aeronaves com esta capacidade, depois de a Japan Airlines ter retirado os seus 777-300 de alta densidade em 2021.
Na configuração doméstica de duas classes da ANA, o 777-300 acomoda até 514 passageiros: 21 lugares na Premium Class e 493 na classe económica.
Do Tóquio-Haneda–Hiroshima ao fim de uma era
Estreado em 1998 na rota entre Tóquio-Haneda e Hiroshima, este modelo teve um papel essencial na resposta à elevada procura das ligações mais movimentadas. Permanecem actualmente em actividade apenas três exemplares, todos equipados com motores Pratt & Whitney PW4000.
O Boeing 787-10 Dreamliner, a variante mais longa da família 787, substituirá o 777-300. Com capacidade para 429 passageiros em duas classes, o novo avião representa uma diminuição de aproximadamente 20% na lotação, em linha com a estratégia de reforçar a eficiência operacional e ajustar a capacidade à procura actual.
A ANA já encomendou 11 unidades do 787-10, embora três dessas encomendas tenham sido convertidas para o 787-9, destinado a rotas internacionais.
Japão deixa os aviões domésticos com mais de 500 lugares
Antes do 777-300, o Boeing 747-400D, conhecido como “Jumbo”, liderava o transporte doméstico de grande capacidade, oferecendo até 565 lugares, até à sua retirada em 2014. Com a saída do 777-300, o Japão encerra oficialmente a era dos voos internos operados por aeronaves com mais de 500 passageiros.






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