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Túnel Trafaria-Algés: acesso apenas para veículos de baixas emissões

Carro elétrico prateado sai de túnel junto ao rio, com ciclistas e ponte ao fundo num dia claro.
Neste artigo
  1. Túnel Trafaria-Algés reservado a veículos de baixas emissões
  2. Como assegurar a passagem exclusiva de veículos de baixas emissões?
  3. O que acontece aos híbridos plug-in no túnel?

Atualizado a 2 de abril: tal como esclarecemos no fim deste artigo, esta foi a nossa brincadeira de Dia das Mentiras. Esperamos que se tenha divertido. 😉

Está confirmado, finalmente: o tão comentado túnel Trafaria-Algés vai mesmo ser construído. Às duas atuais ligações entre as duas margens do Tejo - a Ponte 25 de Abril e a Ponte Vasco da Gama - juntar-se-ão, na próxima década, mais duas: a Terceira Travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro, e o túnel submerso entre Trafaria e Algés.

A nova travessia procura responder ao aumento do tráfego e melhorar a circulação entre as margens do Tejo, retirando pressão ao trânsito da Ponte 25 de Abril.

Túnel Trafaria-Algés reservado a veículos de baixas emissões

Contudo, o anúncio veio acompanhado de uma condição que está a provocar grande polémica: no túnel, apenas poderão circular veículos de baixas emissões.

Na prática, isto quer dizer que só terão acesso veículos com emissões de CO₂ até 50 g/km. Ficam, assim, abrangidos unicamente os automóveis 100% elétricos e os híbridos plug-in. Estes últimos foram incluídos por conseguirem realizar toda a travessia - cerca de 2,5 km - em modo exclusivamente elétrico.

Carros a gasolina ou a gasóleo no túnel? Apenas desligados, transportados num reboque... desde que esse reboque também seja de baixas emissões. Segundo as autoridades, a medida pretende diminuir a poluição na ligação entre a Margem Sul e Lisboa. Integra ainda uma estratégia mais ampla para acelerar a eletrificação do parque automóvel português.

Como assegurar a passagem exclusiva de veículos de baixas emissões?

A resposta é simples: através de um sistema de portagens - que mais poderia ser...? O processo será inteiramente automático, com sensores de emissões e tecnologia de leitura de matrículas.

Se um automóvel poluente tentar passar, poderá enfrentar dois cenários: a cancela não sobe e apenas abre para acompanhar o veículo no regresso; ou, pior ainda, se o condutor for reincidente, um jato de tinta verde fluorescente biodegradável será lançado sobre o carro, para embaraço público do infrator.

Há também rumores de que, caso a insistência continue, o sistema poderá reproduzir repetidamente uma mensagem de Greta Thunberg a perguntar “How dare you?” até o condutor desistir.

As autoridades e os responsáveis políticos estão determinados a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que este corredor ecológico permanece verdadeiramente... ecológico.

O que acontece aos híbridos plug-in no túnel?

Quem tiver um carro elétrico não terá motivo para preocupação. Já os proprietários de um híbrido plug-in poderão questionar-se sobre o que sucede se o motor de combustão arrancar dentro do túnel, seja por a bateria ter ficado sem carga ou por qualquer outro motivo. Até ao momento, as entidades responsáveis ainda não responderam a esta questão.

Tudo isto lhe parece excessivamente radical e próprio de uma distopia? Sem dúvida. Mas basta consultar o calendário para perceber que hoje é 1 de abril, pelo que pode ficar descansado: nada disto é real.

É verdade que o túnel Trafaria-Algés consta dos planos dos governantes, mas, pelo menos nos próximos tempos, dificilmente terá de recear um banho de tinta fluorescente...

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Miguel Ângelo Ferreira

Miguel Ângelo Ferreira é guia de natureza certificado e fotógrafo de paisagem, especializado no Parque Nacional da Peneda-Gerês e nos seus percursos pedestres. Dedica-se à divulgação responsável das cascatas, lagoas e trilhos do Gerês, aliando conhecimento do património natural local a práticas de turismo sustentável e seguro.

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