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Catedral de Bragança celebra 25 anos com novas obras de arte

Sacerdote a segurar um quadro religioso dentro de uma igreja com velas acesas e decoração clássica.
Neste artigo
  1. Novas obras na Catedral de Bragança
  2. 25 anos da Catedral de Bragança
  3. Cripta recupera função para cerimónias fúnebres

Novas obras na Catedral de Bragança

A Catedral de Bragança passa a contar com duas novas peças artísticas: a "Cruz da Ressurreição" e um painel dedicado às Obras de Misericórdia. O templo, o último a ser criado em Portugal no século XX e o primeiro a ser inaugurado no novo milénio, celebra esta quarta-feira, 7 de outubro, 25 anos de existência. A deslocação do Núncio Apostólico em Portugal integra o programa das comemorações.

A apresentação das obras insere-se igualmente num movimento mais abrangente de valorização da arte contemporânea na região. Bragança recebe, até dezembro, a exposição da Bienal de Arte Contemporânea "A Linha da Terra", distribuída por nove municípios da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes.

"Esta linha é tecida na fragilidade existencial de pessoas e lugares onde a certeza de um limite (a morte) não obsta à construção de memória, de identidade e de processos de transformação que moldam as Terras de Trás-os-Montes", explicou o padre José Ribeiro Gomes, diretor da Comissão Diocesana de Arte Sacra e Bens Culturais. O sacerdote é autor da "Cruz da Ressurreição", cuja instalação foi realizada por Fernando Selas.

25 anos da Catedral de Bragança

Inaugurada em 7 de outubro de 2001 e dedicada a Nossa Senhora Rainha, a Catedral de Bragança foi projetada pelo arquiteto Luís Vassalo Rosa. Segundo uma fonte do gabinete de comunicação da Diocese de Bragança-Miranda, "é um marco da arquitetura contemporânea em Portugal e, ao longo destes 25 anos, tornou-se lugar de celebração da fé, de encontro e de comunhão para toda a comunidade brigantina e diocesana. As comemorações deste aniversário constituem, assim, uma oportunidade para celebrar a história e, simultaneamente, acrescentar novos elementos artísticos e pastorais a este espaço que é a "casa mãe" da Diocese".

Cripta recupera função para cerimónias fúnebres

Entre as novidades está também a abertura da cripta da catedral à realização de cerimónias fúnebres. Embora o espaço tivesse sido originalmente pensado para essa finalidade, foi sendo utilizado, ao longo dos anos, para encontros, reuniões, assembleias, ensaios musicais e outras atividades. "Agora, depois de um processo de renovação, recupera a sua vocação original e abre-se a um novo serviço à comunidade", referiu a mesma fonte.

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Miguel Ângelo Ferreira

Miguel Ângelo Ferreira é guia de natureza certificado e fotógrafo de paisagem, especializado no Parque Nacional da Peneda-Gerês e nos seus percursos pedestres. Dedica-se à divulgação responsável das cascatas, lagoas e trilhos do Gerês, aliando conhecimento do património natural local a práticas de turismo sustentável e seguro.

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