O maior navio à vela alguma vez construído foi o francês France II, um gigante de cinco mastros que deixou a sua marca na história da navegação no início do século XX. As suas dimensões e construção continuam a impressionar pela audácia técnica da época.
Qual foi o maior navio à vela da história construído?
O France II, lançado em 1912 em Bordéus, França, detém o título de maior navio à vela da história. Foi concebido como um cargueiro oceânico com uma elevada capacidade de transporte.
Com aproximadamente 146,5 metros de comprimento total, incluindo o gurupés, ultrapassava todos os outros veleiros construídos até então. O casco, por si só, tinha 134,5 metros, uma dimensão recorde para o período.
Quais eram as dimensões e a estrutura do France II?
Além de extremamente comprido, o France II era um navio particularmente resistente. Construído em aço para enfrentar longas travessias no Oceano Pacífico, o seu projecto conjugava robustez com uma grande capacidade de carga.
Tinha ainda uma arqueação bruta de cerca de 5.633 toneladas, colocando-o entre os maiores veleiros comerciais alguma vez registados. Entre os seus atributos mais notáveis contavam-se:
- Cinco mastros destinados à navegação em longas rotas comerciais
- Capacidade para transportar minérios e mercadorias pesadas
- Espaços interiores preparados para a tripulação e para passageiros
- Um salão com piano e biblioteca, pensado para o conforto a bordo
Porque é que o France II ultrapassou o rival alemão Preussen?
A disputa pelo estatuto de maior veleiro da história envolvia directamente o alemão Preussen, também reconhecido como um gigante dos mares no início do século XX.
Apesar de o Preussen dispor de um porão de carga ligeiramente superior, o France II destacava-se pelo maior volume total e pelo conforto dos seus espaços interiores. Estes aspectos reforçavam a sua superioridade global em termos estruturais.
Para que era utilizado, na prática, o maior navio à vela do mundo?
A missão principal do France II consistia no transporte de cargas pesadas por grandes distâncias, sobretudo minério de níquel proveniente da Nova Caledónia.
Embora fosse um cargueiro, possuía igualmente cabines de primeira classe para passageiros e uma tripulação de cerca de 45 pessoas, algo pouco habitual nos veleiros comerciais.
Como terminou a história do gigante France II?
Apesar de figurar entre os veleiros mais modernos e imponentes alguma vez construídos, o France II teve uma carreira relativamente breve face à sua dimensão e relevância.
Em 1922, o navio encalhou num recife perto da Nova Caledónia. Como o seu salvamento não era economicamente viável, esse incidente pôs fim ao seu percurso nos mares. O seu desaparecimento simbolizou também o encerramento da era dos grandes veleiros comerciais, definitivamente substituídos por navios a vapor e por motores mais eficientes.






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