Fumo a bordo do Airbus A330
Uma simples caixa de carregamento de auriculares ficou presa num assento.
Na segunda-feira, 27 de julho de 2026, um voo da Swiss International Air Lines entre Zurique e Nova Iorque viveu um momento de grande tensão em pleno ar. Quando o Airbus A330, com 208 passageiros a bordo, seguia tranquilamente sobre o Atlântico a cerca de 9 750 metros de altitude, uma densa nuvem de fumo começou subitamente a invadir a zona dianteira da classe executiva.
Descida de emergência sobre o Atlântico
Sem conseguirem identificar de imediato a origem do incidente, os pilotos optaram por não correr riscos. Iniciaram rapidamente uma descida acentuada, perdendo mais de 6 700 metros de altitude em apenas 10 minutos, e desviaram depois o avião para o Aeroporto de Bangor, no Maine, Estados Unidos. A aterragem decorreu sem incidentes e os 208 passageiros foram todos assistidos em segurança.
O responsável identificado
Após uma inspeção detalhada pelos técnicos da companhia aérea, a origem daquele fumo suspeito foi rapidamente esclarecida. O responsável era uma pequena caixa de carregamento para auriculares sem fios, equipada com função de power bank.
O dispositivo tinha escorregado acidentalmente para uma abertura do assento, onde ficou preso e sofreu danos. A pressão fez sobreaquecer a pequena bateria de lítio no seu interior, provocando uma intensa emissão de fumo na cabine. O episódio demonstra como estes aparelhos, tão comuns no dia a dia, podem tornar-se problemáticos quando sofrem impactos ou são manuseados de forma inadequada.
Regras de segurança a ter em conta
«Tratava-se “apenas” de uma pequena caixa de carregamento com uma capacidade de bateria relativamente baixa. As “verdadeiras” baterias externas têm uma capacidade consideravelmente superior. Numa situação destas, um dano ou uma avaria pode ter consequências muito mais graves», explica a companhia num comunicado.
«Os passageiros continuam a poder levar baterias externas a bordo, mas não mais de duas por pessoa», acrescenta a empresa, esclarecendo que o equipamento não pode, contudo, ser utilizado durante o voo. Deve obrigatoriamente permanecer «junto do passageiro, no bolso do assento ou numa bagagem de mão colocada sob o assento» e é estritamente proibido levá-lo no porão ou nos compartimentos superiores de bagagem.
Importa ainda referir que os viajantes devem avisar imediatamente a tripulação se um dispositivo sobreaquecer, ficar danificado ou se perder debaixo de um assento, já que esta dispõe de sacos especiais resistentes ao fogo para eliminar qualquer risco.






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