Buganvílias, figos-da-índia, pastizzi e um vinho singular. Sol (quase) eterno, mar azul em múltiplas tonalidades e balcões de todas as cores. Milhares de anos de uma história construída por todos e feita de todos, onde se cruzam guerra e arte, religião e cultura. Tudo encontra lugar num destino minúsculo no mapa, mas sem limites na alma de quem o conhece.
A luz do sol incide de súbito sobre as casas douradas e as águas cristalinas. Florescem as buganvílias e crescem os figos-da-índia. A natureza mostra todo o seu esplendor, enquanto as maravilhas se sucedem em terra e sob o mar. Passado e presente seguem lado a lado, e a história deixa marcas em cada rua, praça e recanto desta terra de cavaleiros, uma fortaleza cristã sem igual no mundo. Estamos em Malta, o país mais soalheiro da Europa, com mais de três mil horas de sol por ano. Mas há muito mais para descobrir além das praias: neste território mediterrânico, a sul de Itália e a leste da Tunísia, há memórias a recuperar e tempo para abrandar. Romanos, árabes, africanos, italianos, franceses e ingleses aqui se estabeleceram, tirando partido da posição estratégica do arquipélago e deixando uma herança inestimável.
A primeira paragem é o olival de Ta"Xmun, em Żebbuġ, a apenas 15 minutos do aeroporto. Charles Bugeja recebe-nos na propriedade herdada do pai, onde decidiu plantar oliveiras. "Costumo colher seis mil quilos de azeitonas por ano, mas no ano passado conseguimos apenas 800 quilos. E são necessários dez quilos para obter um litro de azeite", conta, enquanto aponta as árvores das duas variedades nativas de Malta, Tal-Bidni e Tal-Bajda. Há sete exemplares na propriedade e apenas mais 70 no resto da ilha, onde o clima seco favorece o cultivo das oliveiras, resistentes como o povo maltês. A produção de azeitona é artesanal e tranquila: Malta não procura rivalizar com gigantes como Itália ou Espanha. A opção é produzir pouco e bem, sem filtrar o azeite, para preservar o seu sabor intenso e picante.
A menos de cinco quilómetros da herdade fica Mdina, com mais de 4000 anos de história. Na "cidade do silêncio", só os automóveis dos cerca de 300 moradores podem circular pelas ruas. À chegada, os cavalos atrelados às charretes turísticas antecipam a serenidade do lugar, enquanto a imponente porta principal abre caminho para uma viagem no tempo. As ruas medievais são estreitas e as vielas, sinuosas. Mdina parece saída de um filme e não se compara a nenhuma outra cidade europeia, até nos pormenores mais modestos: dos candeeiros em ferro forjado às placas de madeira que apelam ao silêncio e ao respeito pelos residentes. Não surpreende que os criadores de "A Guerra dos Tronos" a tenham escolhido como cenário.
Na praça principal, no centro da cidade muralhada, sobressai a Catedral de São Paulo. Segundo a tradição, foi ali que o apóstolo foi recebido quando chegou a Malta. Um terramoto em 1250 pôs fim à presença árabe e a cidade foi depois reconstruída pelos cavaleiros de São João. Do miradouro, as muralhas enquadram o céu e a pedra antiga e oferecem uma vista deslumbrante sobre a ilha.
A pouco mais de 800 metros de Mdina, já para lá das muralhas, fica Rabat, nome que significa subúrbio. O caminho até às catacumbas da igreja de São Paulo é fácil e leva à gruta onde o apóstolo terá vivido durante três meses, depois de naufragar junto à ilha. Antes disso, o espaço foi um cemitério romano e, mais tarde, abrigou a população durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar da humidade e dos séculos decorridos, a catedral mantém-se bem conservada e recebeu, em 2022, o Papa Francisco, num encontro com pobres, idosos e presos. Encontra-se aqui uma das mais antigas provas do cristianismo em Malta, fé que continua muito presente em todo o arquipélago.
Associado à gruta, o Museu Wignacourt merece igualmente uma visita. Está cheio de artefactos e obras ligados à longa tradição cristã da ilha, entre os quais se destaca um raro altar portátil dos Cavaleiros de São João. Compacto e prático, permitia celebrar missa em qualquer lugar e a qualquer hora, mesmo em alto-mar. Quando fechado, parece uma caixa discreta; no interior, os cálices ficam suspensos e mantêm o equilíbrio apesar do movimento das ondas. Esta peça de devoção revela a resiliência da ordem religiosa que marcou a história de Malta.
Os 13 leitões e o aeródromo que dá vinho
O dia termina junto aos templos de Borg in-Nadur e Tarxien, onde o tempo remonta a uma época muito anterior àquela que conhecemos. Em Borg in-Nadur, um caminho de terra conduz a uma colina encimada por uma cruz. Entre dois vales, os restos de fortificações do Neolítico e da Idade do Bronze revelam o que aproximou os povos que por aqui passaram: a necessidade urgente de defender a ilha.
Do alto veem-se a Baía de São Jorge e Birzebbuga e, mais adiante, Marsaxlokk, paragem obrigatória no sudeste maltês. Apesar da presença crescente de turistas, esta vila piscatória continua a ser um dos últimos portos tradicionais de Malta. Os barcos de madeira pintados em cores vivas, os luzzu, captam imediatamente o olhar e continuam a servir a pesca e o transporte de pessoas. Passam de pais para filhos, como testemunho de várias gerações e símbolo vivo da alma maltesa.
Em Tarxien, que encontrámos decorada com fitas azuis e estátuas de santos por causa das festas locais, um edifício discreto esconde um tesouro com milhares de anos. Trata-se de um conjunto de quatro estruturas megalíticas construídas entre 3600 e 2500 a.C. Um agricultor descobriu-as por acaso, em 1913, e contam-se entre os monumentos mais antigos do mundo, anteriores até ao célebre Stonehenge, no Reino Unido. Classificado como Património Mundial da UNESCO, o complexo pode ser percorrido a pé, entre pedras que guardam maravilhas como uma porca de granito a amamentar 13 leitões. "A minha teoria é que representa o ciclo de fertilidade de uma mulher durante um ano", sugere o guia Vincent Zammit. No começo da Idade do Bronze, o recinto foi também cemitério, acrescentando mais um capítulo à longa história sentida a cada passo entre as ruínas.
Para rematar o dia, que tal assistir ao pôr do sol no meio de uma vinha, numa ilha onde o sol brilha mais do que em qualquer outro lugar? O destino é Ta" Qali e a herdade da Meridiana Wine Estate.
A propriedade empresta o nome a uma das marcas de vinho mais emblemáticas de Malta, presente nas cartas de praticamente todos os restaurantes do arquipélago. Os seus 19 hectares de vinha produzem mais de 140 mil garrafas anuais, entre tintos, brancos e rosés. Nem sempre, porém, se fez aqui vinho: a quinta foi adquirida em 1989, depois de ter funcionado como aeródromo durante a Segunda Guerra Mundial.
A primeira colheita chegou apenas em 1995. Embora a produção seja sobretudo dirigida ao mercado maltês, também chega ao Japão, França, Suíça, Dinamarca e Bélgica.
A herdade recebe visitantes para um percurso pela sala de fermentação e pela adega subterrânea, integradas numa casa de campo típica de Malta, à entrada da propriedade.
Birgu, lar de carpinteiros e alfaiates
No segundo dia, seguimos para Birgu, à beira-mar e com uma vista magnífica sobre Valeta, a atual capital. Conhecida como Vittoriosa, a cidade foi construída pelos cavaleiros da Ordem de Malta e foi capital até 1565, quando estes se juntaram aos malteses para expulsar os otomanos, no episódio histórico do Grande Cerco de Malta. Entramos pelo Portão Avançado, primeiro sinal de que chegámos a uma das três cidades fortificadas da ilha, onde a resistência era uma regra. No centro histórico, entre ruas medievais e estreitas, a primeira visita é à igreja de São Lourenço, que guarda preciosidades, desde trabalhos de carpintaria a pinturas que contam séculos de história.
A proximidade do mar tornou os habitantes de Birgu exímios na navegação e na reparação naval. Da cidade saíram e continuam a sair os melhores carpinteiros, alfaiates, engenheiros e ferreiros da ilha. As suas obras-primas encontram-se gravadas nas igrejas de Malta e Gozo, em pormenores que resistem ao passar do tempo. Um dos grandes momentos locais acontece no segundo fim de semana de outubro: durante as Festas das Luzes, mais de 20 mil velas acesas em ruas, janelas e varandas fazem de Birgu um verdadeiro labirinto luminoso.
Em pouco mais de cinco minutos a pé, porque aqui tudo fica perto, chegamos à zona ribeirinha, ideal para recuperar forças ao almoço. Vincent Zammit assegura que "a vida em Malta é feliz" e a mesa maltesa ajuda a perceber porquê. A gastronomia mediterrânica é rica em sabor e em produtos da terra: há, por exemplo, pão com tomate e azeite ou doce de tâmaras. Nos restaurantes, o coelho guisado reina ao lado do peixe fresco das águas maltesas. O grande protagonista é o lampuki, uma espécie de dourada que se serve grelhada ou assada em papel de alumínio.
Depois do almoço no Don Berto, seguimos junto ao mar, com os luzzu a balançar na água, até ao célebre Forte de Santo Ângelo. Antigo castelo medieval, o Castrum Maris, passou a quartel-general da Ordem de São João em 1530 e acolhe os túmulos de quatro grão-mestres. Aqui também se cruzam várias épocas. Durante a Segunda Guerra Mundial, Malta foi o local mais bombardeado do mundo, devido à sua posição e ao facto de servir de base às forças aliadas para atacarem navios inimigos. O forte sobreviveu a 69 ataques e acolheu uma base costeira da Marinha Real até 1979. Continua de pé, como bastião de resistência e memória.
A tarde avança e os termómetros aproximam-se dos 30 graus. No ponto mais elevado do Forte de Santo Ângelo, estamos mais perto do sol e da capela de Santa Ana, um refúgio propício a uma pausa, quando cada sombra vale ouro. Ao longe ouve-se música eletrónica: Vincent explica que há uma festa num barco, na baía entre Birgu e Valeta. O tempo favorece a animação lá em baixo, mas é do alto que a paisagem deslumbra, com o azul profundo do céu e do mar entre margens douradas. Na outra margem ergue-se o Forte Ricasoli, estrela de cinema por ter servido de cenário ao filme "Gladiador" e que permanece hoje encerrado ao público.
Depois do vinho, chega a vez do mel. No complexo arqueológico de Tas-Silg, em Marsaxlokk, a "Honey and More - Golden Island" instalou 150 colmeias entre ruínas de antigas civilizações, flores autóctones e sol abundante. Aproveita assim o melhor da terra maltesa para extrair o melhor mel da ilha, numa produção que combina tradição e sustentabilidade. Aberta a visitantes e à comunidade local, a experiência permite observar as colmeias de perto, sem incomodar as abelhas, e até colher o "néctar dourado" de Malta diretamente do favo.
Gozo e Comino, as irmãs mais pequenas
No ano passado, Malta acolheu mais de 3,5 milhões de turistas, número impressionante para uma ilha com pouco mais de meio milhão de habitantes. O turismo é um dos pilares económicos, embora a pesca mantenha importância graças aos 200 quilómetros de costa. Além do postal turístico, os 316 km² do território revelam um país rural, com abundantes olivais antigos e herdades familiares. Em mais de 10 mil explorações agrícolas cultivam-se os melhores frutos e legumes. Por todo o território, os figos-da-índia que nascem nos catos evocam paisagens secas e agrestes, até porque em Malta não existem florestas.
É domingo, o terceiro dia da viagem, e seguimos para o terminal de passageiros de Cirkewwa, em Mellieha, no extremo norte da ilha. Pelo caminho, as estufas mostram a aposta na agricultura, sobretudo na produção de morangos. Antes de embarcar, ainda há tempo para subir à Torre de Santa Ágata, mais conhecida como Torre Vermelha, cuja cor justifica o nome. Os cavaleiros de São João construíram-na entre os séculos XVII e XVIII para proteger a costa dos ataques otomanos e dos corsários do Norte de África. A torre tem quatro pisos e uma escada de madeira em espiral dá acesso ao topo. No exterior, os pardais aproveitam os quatro torreões para fazer ninhos. A vista panorâmica sobre Malta e Gozo explica a escolha do local: existem 27 torres costeiras no arquipélago.
Embarcamos no barco para Mgarr, em Gozo, a única ligação entre as duas ilhas. A travessia dura cerca de 25 minutos e as partidas acontecem a intervalos de 45 minutos. Segundo o Turismo de Malta, são feitas cerca de 20 mil viagens por ano, subsidiadas pelo Governo maltês, o que assegura preços simbólicos aos residentes. O bilhete turístico custa 7,50 euros, é possível levar o carro e o convés oferece o lugar ideal para contemplar o azul do Mediterrâneo numa viagem tranquila, curta e surpreendentemente agradável.
Em Gozo, uma ilha calma por contraste com a agitada Malta, os jardins floridos prendem a atenção. Com apenas 67 km², pode ser descoberta num dia. Na capital, Victoria, as ruas estreitas e sinuosas têm poucos carros. Trepadeiras cobrem as paredes de pedra das casas e pequenas estátuas religiosas decoram os recantos, à semelhança do que vimos em Malta. A subida até à Cidadela, a única fortaleza medieval de Gozo, faz-se com esforço, mas recompensa com uma vista panorâmica de 360 graus sobre a ilha. No interior, caminhamos por terrenos que já pertenceram a fenícios e romanos, foram bastião da Ordem de São João e serviram de abrigo à população durante a Segunda Guerra Mundial. À entrada, a Catedral da Assunção de Maria, ladeada por uma estátua de João Paulo II, confirma a fé profundamente enraizada nestas terras.
Com as lembranças na mochila e a fome a apertar, descemos em direção à marina de Marsalforn, sempre com o azul mediterrânico no horizonte. Junto às falésias, as salinas típicas da região testemunham a extração de sal herdada dos romanos e continuada pela Ordem de São João, atividade que foi um dos motores económicos da ilha. Em Marsalforn, almoçamos no Il-Kartell, restaurante junto à baía de águas cristalinas. Este negócio familiar, com mais de 55 anos, orgulha-se da sua "cozinha honesta". A escolha é simples e certeira: atum grelhado com vegetais salteados e um copo de vinho branco maltês.
À tarde, paramos no Miradouro de Qala, em Nadur, não muito longe do cais de Mgarr. É o ponto mais oriental de Gozo e proporciona uma vista privilegiada sobre Malta e Comino, a terceira e mais pequena ilha do arquipélago. Dali distingue-se a Lagoa Azul de Comino no azul vibrante do mar, lugar irresistível para quem gosta de mergulho livre em apneia.
Valeta, a joia da coroa de Malta
Desde a aterragem em Malta que as varandas azuis, verdes e vermelhas das casas prendem o olhar. São uma imagem de marca da ilha e combinam na perfeição com as paredes de pedra calcária, em tons amarelos que parecem ouro. Espalham-se por todo o arquipélago, mas é em Valeta que se mostram em todo o seu esplendor. A capital maltesa é também a última paragem desta viagem de quatro dias. Classificada como Património Mundial da UNESCO, ergue-se sobre um promontório rochoso, rodeada por muralhas seculares. Os cavaleiros da Ordem de São João construíram-na depois do Grande Cerco de 1565, que arrasou Birgu.
Pequena como todas as cidades de Malta, Valeta presta-se a ser explorada a pé. À entrada, recebe-nos a Fonte dos Tritões, elegante durante o dia e encantadora à noite, quando fica inteiramente iluminada. É, porém, atrás das muralhas que surgem os verdadeiros tesouros da capital e dos seus mais de 300 edifícios históricos. Logo à partida destaca-se o novo Parlamento, projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano e símbolo da evolução democrática deste minúsculo país, integrado na União Europeia em 2004. Imponente, o edifício divide as opiniões dos malteses.
Em frente ao Parlamento fica a antiga Ópera Real, que foi um espaço nobre de espetáculos até ser destruída pelos bombardeamentos em 1942. Atualmente é um teatro ao ar livre, com programação regular e eventos emblemáticos. Todos os anos, os malteses juntam-se ali para acompanhar, em ambiente festivo, a transmissão do festival da Eurovisão.
Ao lado, surge um inesperado vestígio de Portugal. No alto do imponente Albergue de Castela sobressaem os brasões de Castela, Leão e Portugal, sinal de uma presença portuguesa que remonta ao século XVIII. Foi então que António Manoel de Vilhena, primeiro grão-mestre português da Ordem de Malta, mandou reconstruir o edifício ao seu gosto, com linhas barrocas. Hoje, o palácio, cuja fachada principal tem 31 janelas, é a residência oficial do primeiro-ministro. Nas traseiras, os Jardins Superiores de Barrakka estão entre os locais mais deslumbrantes da cidade, com vista aberta sobre o Grande Porto e o azul do Mediterrâneo. Diariamente, às 12 horas, os canhões da Bateria de Salvas fazem-se ouvir, numa tradição que celebra o passado militar da ilha e faz parar os turistas.
A obra de arte de Caravaggio e os pastizzi
Dali seguimos para a Rua da República, que percorre um quilómetro entre a entrada da cidade e o Forte de São Telmo. Esta artéria central poderia ser prima da Rua de Santa Catarina, no Porto, ou da Rua Augusta, em Lisboa. É ao longo dela que se chega à joia de Valeta: a concatedral de São João. Recebe esse nome por partilhar a sede episcopal com a Catedral de São Paulo, em Mdina, uma divisão que continua a suscitar debate, sobretudo entre os habitantes das duas cidades. Dedicada aos cavaleiros da Ordem de São João, a igreja é um símbolo maior da fé e da cultura de Malta. O exterior austero quase passa despercebido, mas a fila à porta denuncia os tesouros do interior. Mais do que um templo, é o monumento mais visitado da ilha e uma verdadeira obra de arte.
Dentro da concatedral, a cor e o ouro exibem-se com exuberância. O edifício, com 20 metros de altura, e as suas nove capelas laterais estão repletos de pinturas a óleo. Mais de 400 lápides de mármore cobrem por completo o chão, em homenagem aos cavaleiros mais emblemáticos da Ordem de São João. As paredes revestidas por folhas de ouro finíssimas, num total superior a 11 quilos, têm um brilho singular e difícil de descrever. Aqui guardam-se algumas das relíquias mais valiosas de Malta, incluindo a pintura de Nossa Senhora do Pilar. A maior atração é, contudo, a inquietante "Decapitação de São João Batista", de Caravaggio. Trata-se da única obra assinada pelo mestre italiano, que viveu em Malta entre 1607 e 1608, foi ali investido cavaleiro e fugiu depois de ser preso. Conhecer Malta sem ver esta pintura é como ir a Roma e não contemplar o teto da Capela Sistina.
Valeta é a cidade mais cosmopolita do país, com um corrupio permanente e línguas de todo o mundo a misturarem-se. Além das igrejas e dos museus, chamam a atenção as icónicas cabines telefónicas vermelhas, herança de 150 anos de domínio britânico. Junto à Biblioteca Nacional e com vista sobre a Praça da República, o histórico café Cordina faz parte da história da capital. Vale a visita, ainda que apenas para provar os famosos pastizzi, os pastéis estaladiços mais populares e tradicionais de Malta, recheados com queijo ricota, por influência italiana, ou caril de ervilha.
Em Valeta, os caminhos acabam todos por conduzir ao Mediterrâneo. Em poucos minutos chegamos ao Forte de São Telmo, imponente junto ao mar e símbolo de resiliência perante os bombardeamentos italianos e alemães. No interior, uma secção inteira do Museu Nacional de Guerra é dedicada à Segunda Guerra Mundial e permite até encontrar um avião de combate.
Em Malta, há uma história em cada rua e cada paisagem permanece na memória como um postal. É um destino pequeno no mapa, mas infinito na alma de quem o visita.
A "Volta ao Mundo" viajou a convite do Turismo de Malta.






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