O presidente executivo da Ryanair, Michael O'Leary, disse na quinta-feira que não prevê uma escassez de combustível de aviação na Europa durante este inverno, nem antes do verão de 2027, apesar de a guerra no Irão estar a afetar as cadeias de fornecimento.
"Não há dúvidas, penso eu, quanto à disponibilidade de combustível de aviação na Europa neste inverno, nem, francamente, no próximo verão, a menos que ocorra algum acontecimento imprevisto", declarou O'Leary numa conferência de imprensa da associação de companhias aéreas europeias A4E, em Bruxelas.
Ainda assim, desde o início da guerra, os preços do combustível para aviões subiram mais acentuadamente do que os do petróleo. O conflito levou o Irão a retaliar através de ataques a infraestruturas de refinação do Golfo, situadas em países que Teerão acusa de apoiar os Estados Unidos.
Ryanair corta voos devido ao preço do combustível de aviação
No mês passado, a transportadora aérea irlandesa de baixo custo informou que reduziria a sua programação de voos neste inverno, devido ao aumento dos custos do combustível. A empresa também baixou a previsão anual de passageiros, de 216 milhões para 214 milhões.
"Historicamente, o combustível para aviões era cerca de 10 a 15% mais caro do que o crude Brent. Atualmente, está cerca de 50% mais caro", afirmou O'Leary.
Capacidade de refinação será um desafio
"E não vejo que isso mude nos próximos 12 a 18 meses, uma vez que os ucranianos estão a atacar refinarias russas, os houthis e os iranianos estão a atacar a capacidade de refinação no Médio Oriente, e a escassez de refinarias ou de petroleiros, bem como a capacidade de refinação, vai constituir um verdadeiro desafio", acrescentou.






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