Nono, uma pequena localidade do Vale de Traslasierra, na província argentina de Córdoba, tem cerca de 2.000 habitantes permanentes, embora acolha um número muito superior de visitantes ao longo do ano. Situado a aproximadamente 160 quilómetros da cidade de Córdoba, este destino reúne rios de águas límpidas, bosques de serra, pequenas cascatas, percursos pedestres e edifícios históricos. É a envolvência montanhosa que motiva as comparações com aldeias europeias.
Onde se localiza Nono e porque atrai tantas pessoas esta pequena localidade?
Nono encontra-se no oeste da província de Córdoba, numa zona serrana reconhecida pela paisagem verdejante e pelo ambiente mais sossegado. A partir da capital provincial, o trajecto segue pelo Camino de las Altas Cumbres e, depois, pela Ruta Provincial 14, atravessando algumas das paisagens montanhosas mais emblemáticas da região.
A dimensão modesta do centro da localidade contrasta com a variedade de alternativas nos arredores. Em apenas alguns quilómetros, pode-se deixar a praça principal e chegar a rios, trilhos, zonas balneares naturais e áreas rurais.
- Situa-se no Vale de Traslasierra;
- Fica a aproximadamente 160 quilómetros da cidade de Córdoba;
- Está rodeada pelas Sierras Grandes e pela paisagem serrana;
- Dispõe de hotéis, cabanas, casas para alugar e parques de campismo;
- Recebe visitantes em diferentes alturas do ano.
Porque são os dois rios uma das principais atracções de Nono?
O rio Los Sauces tem zonas de água relativamente calma e pouco profunda, ao passo que o rio Chico passa entre rochas maiores e cria poços naturais. Um dos locais mais conhecidos é a Juntura dos Rios, ponto onde os dois cursos de água se unem entre vegetação e formações rochosas.
Veja abaixo o vídeo do canal Conociendo Lugares, que mostra a localidade de Nono, em Córdoba:
Que cascatas, trilhos e zonas balneares existem na região de Nono?
Nos arredores de Nono há pequenas quedas de água, ribeiros e espaços adequados para caminhadas. Las Tropas e Los Remansos estão entre as zonas balneares mais procuradas. Para quem prefere descobrir a área a pé, existem percursos com diferentes graus de dificuldade, alguns dos quais começam praticamente dentro da própria localidade.
O Sendero de La Juntura é uma das alternativas mais fáceis e estende-se por quase sete quilómetros entre o centro e a confluência dos rios. Por sua vez, o Sendero del Empedrado apresenta um itinerário mais exigente, com vistas desimpedidas sobre as serras.
- Sendero de La Juntura, com dificuldade baixa;
- Sendero del Arroyo, acompanhando cursos de água e vegetação;
- Sendero del Empedrado, com segmentos de maior dificuldade;
- Zona balnear Las Tropas, junto ao rio;
- Los Remansos, com espaços naturais para passar o dia;
- Passeios a cavalo pelos arredores serranos.
O que permanece da história da localidade fundada no século XVIII?
Nono figura entre as localidades mais antigas de Traslasierra, com origens que remontam ao final do século XVIII. Em redor da praça principal subsistem casas de adobe, antigos estabelecimentos comerciais e uma capela erguida em 1908. Parte deste património integra o circuito denominado Casas con Historia, revelando uma faceta do destino muito diferente daquela associada aos rios e aos trilhos.
- Casas tradicionais construídas em adobe;
- Antigos armazéns ligados à história rural da região;
- Capela histórica nas proximidades da praça;
- Museu Rocsen, com dezenas de milhares de objectos;
- Gastronomia regional com cabrito, empanadas e trutas.
A comparação com a Suíça está mais ligada à paisagem do que à arquitectura
Ao contrário de outros destinos cordobeses marcados por uma forte influência centro-europeia, Nono não foi planeado para reproduzir uma aldeia suíça. A comparação resulta sobretudo da conjugação entre montanhas, bosques, água cristalina e pequenas construções dispersas pela paisagem. A sua identidade mantém-se essencialmente serrana e argentina, reflectida nas casas antigas, na gastronomia e na relação quotidiana com os rios.
É precisamente esta combinação que ajuda a perceber porque Nono atrai tantos visitantes, apesar de conservar uma população reduzida. De manhã, é possível percorrer trilhos entre as serras; à tarde, passar tempo num rio rodeado por pedras e árvores; e, no final do dia, estar numa praça histórica com o aspecto de uma povoação rural. Num único destino, a natureza e a vida de aldeia permanecem suficientemente próximas para serem descobertas sem perder a sensação de distância em relação às grandes cidades.






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