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IAG regista crescimento das receitas e mantém perspetivas para 2026

Mulher de negócio num escritório com janelas grandes, analisando gráficos num tablet e com aviões no aeroporto ao fundo.
Neste artigo
  1. Resultados financeiros do IAG no primeiro semestre
  2. Perspetivas do IAG para o resto de 2026
  3. Atlântico Sul cresce, com destaque para o Brasil
  4. Entregas de aeronaves do IAG

O International Airlines Group (IAG), grupo que controla a British Airways, a Iberia, a Aer Lingus, a Vueling e a LEVEL, apresentou os resultados financeiros do primeiro semestre de 2026. As contas mostram um crescimento das receitas e uma forte geração de caixa, enquanto o grupo mantém uma perspetiva positiva para o resto do ano, apesar dos efeitos da crise no Médio Oriente e de outras tensões geopolíticas.

Resultados financeiros do IAG no primeiro semestre

De janeiro a junho, o grupo registou receitas de 16,064 mil milhões de euros, mais 1,0% do que no mesmo período de 2025, beneficiando da persistência de uma forte procura de viagens. O lucro operacional antes de itens extraordinários situou-se em 1,757 mil milhões de euros, face aos 1,878 mil milhões de euros de um ano antes, sobretudo devido ao aumento dos custos de combustível e a uma capacidade inferior à prevista.

Ainda assim, o IAG salientou que terminou o semestre com uma margem operacional de 10,9%, considerada uma das mais altas do setor. Para esse resultado contribuíram o controlo disciplinado dos custos e o desempenho da sua carteira de companhias e mercados.

“O IAG demonstrou novamente que os seus sólidos fundamentos continuam a sustentar a criação de valor para os acionistas, apesar do impacto da crise no Médio Oriente e de outros acontecimentos geopolíticos”, afirmou Luis Gallego, presidente executivo do grupo.

De acordo com o responsável, a carteira diversificada de marcas, as margens elevadas, a forte geração de caixa, o balanço financeiro sólido e o programa de transformação aplicado nos últimos anos colocam o grupo numa boa posição para enfrentar os desafios de curto prazo.

No segundo trimestre, as receitas atingiram 8,883 mil milhões de euros, um aumento homólogo de 0,2%. O lucro operacional antes de itens extraordinários recuou 16,3%, para 1,406 mil milhões de euros, principalmente devido à subida dos preços do combustível. O grupo indicou que, tal como previsto, conseguiu compensar cerca de 60% desse aumento através do crescimento das receitas e de medidas de redução de custos.

O fluxo de caixa livre foi outro dos destaques do semestre, tendo chegado a 2,905 mil milhões de euros, contra 2,097 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2025. O calendário de entregas de aeronaves e os efeitos contabilísticos de pagamentos efetuados no ano anterior favoreceram este desempenho.

Perspetivas do IAG para o resto de 2026

Para o restante período de 2026, o IAG espera que a procura de viagens continue forte em toda a sua rede. Cerca de 57% da capacidade do segundo semestre já está vendida, com receitas de reservas em linha com as registadas no mesmo período do ano passado.

O grupo manteve a previsão de uma margem operacional anual entre 12% e 15%, bem como a expectativa de forte geração de caixa livre e de continuidade da política de remuneração dos acionistas. A projeção de capacidade para o ano foi revista para um nível estável face a 2025, enquanto o investimento em capital deverá rondar os 3,4 mil milhões de euros.

Atlântico Sul cresce, com destaque para o Brasil

O Atlântico Sul corresponde a aproximadamente 20% da capacidade do IAG. A região é servida sobretudo pela Iberia, contando também com operações da British Airways e da LEVEL.

Durante o primeiro semestre, a capacidade do grupo na região subiu 3,5% e a receita unitária aumentou 1,6%, chegando a 5,9% quando excluído o efeito cambial.

A Iberia prosseguiu a expansão no mercado sul-americano, aumentando a sua capacidade em 3% no período. A companhia reforçou as frequências para aeroportos estratégicos e começou a operar os novos Airbus A321XLR nas rotas para Recife e Fortaleza, consolidando a sua presença no Nordeste brasileiro.

Por sua vez, a British Airways reduziu ligeiramente a oferta na região, com cortes de capacidade nas rotas para São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires. Uma parte dessa redução foi compensada pelo aumento das frequências para destinos nas Caraíbas, como Kingston, a partir do aeroporto de Londres-Gatwick.

Entregas de aeronaves do IAG

O IAG comunicou que espera agora receber 16 aeronaves novas durante 2026, das quais três já foram entregues no primeiro semestre.

A maioria das entregas corresponderá a aeronaves de corredor único, incluindo os primeiros Boeing 737 destinados à Vueling, que iniciou a transição da sua frota de Airbus para modelos do fabricante norte-americano. Estão igualmente previstas as últimas entregas da atual encomenda de Airbus A321XLR para a Iberia e a Aer Lingus.

O grupo acrescentou que a chegada de um Boeing 787-10 Dreamliner, cuja entrega estava inicialmente prevista para 2026, foi adiada para 2027. Destacou também o reforço da sua estrutura financeira, com a recompra de títulos convertíveis e a emissão de mil milhões de euros em novos títulos de dívida. Estas medidas aumentaram a liquidez e reduziram o risco de diluição para os acionistas.

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Miguel Ângelo Ferreira

Miguel Ângelo Ferreira é guia de natureza certificado e fotógrafo de paisagem, especializado no Parque Nacional da Peneda-Gerês e nos seus percursos pedestres. Dedica-se à divulgação responsável das cascatas, lagoas e trilhos do Gerês, aliando conhecimento do património natural local a práticas de turismo sustentável e seguro.

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