A Uber revelou um investimento de 1,25 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros ao câmbio atual) na Rivian, visando desenvolver uma frota de táxis-robô e disponibilizar, em grande escala, opções sem condutor na sua plataforma.
A empresa norte-americana pretende colocar nas estradas uma «ofensiva» de 50 mil táxis-robôs em 25 cidades de todo o mundo até ao final da década.
O financiamento será disponibilizado à medida que a Rivian atingir objetivos de condução autónoma. Já foi concretizado um investimento inicial de 300 milhões de dólares (cerca de 260 milhões de euros).
Rivian R2 será táxi sem condutor
O Rivian R2 será a peça central desta parceria: o SUV compacto será transformado num táxi-robô exclusivo da plataforma Uber. A etapa inicial contempla 10 mil unidades nas cidades de São Francisco e Miami, a partir de 2028. Contudo, o acordo inclui a possibilidade de adquirir mais 40 mil veículos desde 2030.
Tecnologia de condução autónoma do Rivian R2
O veículo utiliza uma plataforma de terceira geração, dotada de 11 câmaras de 65 megapixels, 5 radares e 1 LiDAR. Este conjunto permite criar um mapa tridimensional do ambiente urbano e assegurar uma navegação segura no trânsito das cidades.
Dara Khosrowshahi, diretor-executivo da Uber, afirma que a empresa “acredita bastante na abordagem da Rivian para projetar o veículo, a plataforma de computação e o conjunto de softwares, mantendo o controlo de ponta a ponta da fabricação e do fornecimento em escala nos EUA.”
Para a Uber, esta integração vertical é o “segredo” para assegurar que o automóvel não só circula autonomamente, como o faz em segurança e de forma escalável.
Expansão da frota de táxis-robôs da Uber
Caso os primeiros testes decorram como previsto, a Uber planeia alargar a frota a 25 cidades nos EUA, Canadá e Europa até ao final de 2031.
“Estamos extremamente entusiasmados com esta parceria com a Uber, que nos ajudará a acelerar o nosso caminho para o nível 4 de condução autónoma, criando uma das plataformas mais seguras e convenientes do mundo”, concluiu RJ Scaringe, fundador e diretor-executivo da Rivian.






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