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Egito aumenta taxa do Visa on Arrival para 30 dólares americanos

Pessoa com passaporte e bilhete num balcão de check-in com pirâmides ao fundo.
Neste artigo
  1. O que mudou concretamente na entrada no Egito
  2. Que viajantes são abrangidos pela nova regra
  3. O que os turistas devem ter em conta antes de viajar
  4. Contexto: porque as taxas de visto sobem repetidamente
  5. Dicas práticas para a próxima viagem ao Egito

Muitos já estão a planear as próximas férias balneares no Mar Vermelho, mas o Egito alterou discretamente uma regra de entrada importante.

Desde o início de março, os viajantes estrangeiros estão sujeitos a uma nova exigência, percetível logo no aeroporto. Quem adquirir o visto à chegada ao Egito passa a pagar mais do que antes - algo que só se torna evidente ao balcão do controlo de passaportes, no momento em que o documento é carimbado e recebe os autocolantes.

O que mudou concretamente na entrada no Egito

Desde 1 de março de 2026, o Egito cobra 30 dólares americanos pelo tradicional visto turístico emitido à chegada. Antes, a taxa era de 25 dólares americanos. O custo do chamado Visa on Arrival aumenta, assim, 20 por cento.

A taxa do visto turístico à chegada ao Egito é agora de 30 dólares americanos, em vez de 25 dólares americanos.

A alteração aplica-se a todos os visitantes que não tratem do visto antecipadamente, através da internet ou de uma embaixada, e que o comprem apenas num aeroporto egípcio ou noutro posto de fronteira oficial. Na prática, o procedimento mantém-se semelhante, mas há uma novidade: o passaporte passa a incluir uma vinheta adicional.

Nova vinheta no passaporte representa o acréscimo

À primeira vista, o visto colocado no passaporte parece não ter sofrido alterações. A vinheta habitual continua a ser afixada no local de sempre. Contudo, é-lhe acrescentada uma segunda vinheta, que identifica o valor suplementar. Nela surge, de forma bem visível, a indicação “+$5 / Surcharge Entry Visa Fee”.

Desta forma, a polícia de fronteira egípcia esclarece que o visto inicial continua formalmente fixado em 25 dólares, mas que o Estado cobra mais 5 dólares como sobretaxa de entrada. Para os viajantes, o resultado final é simples: o pagamento no balcão passou a ser de 30 dólares.

Que viajantes são abrangidos pela nova regra

O aumento de preço aplica-se apenas ao visto de entrada única emitido diretamente à chegada. Afeta sobretudo os turistas habituais que viajam para estadias curtas, normalmente com destino a zonas balneares como Hurghada, Sharm el-Sheikh ou Marsa Alam.

As restantes modalidades de visto não sofrem qualquer alteração. Quem organizar o visto antes da viagem continua a pagar as tarifas anteriores. Estas incluem:

  • o visto eletrónico (e-Visa), pedido online antes da viagem;
  • os vistos emitidos por embaixadas e consulados;
  • o visto de entradas múltiplas, que continua a custar 60 dólares americanos.

Para viajantes frequentes ou profissionais em viagem de negócios, o visto de entradas múltiplas mantém, portanto, o mesmo preço. Já as férias típicas, com apenas uma entrada e uma saída do país, ficam diretamente mais caras com esta medida.

Porque surge agora este ajustamento

A mudança não é totalmente inesperada. No final de fevereiro, a Associação Egípcia de Empresas e Agências de Viagens (E.T.A.A.) já tinha alertado para uma subida iminente das taxas de visto. As autoridades mantiveram-se então reservadas, mas a aplicação da medida nas fronteiras confirma agora o aumento anunciado.

O Egito raramente explica em pormenor, de forma oficial, este tipo de revisão de taxas. Nos bastidores, costumam estar envolvidos vários fatores: flutuações cambiais, custos administrativos mais elevados e a intenção de obter receitas adicionais com o turismo em crescimento. O país está a investir fortemente em novos hotéis, infraestruturas e museus, projetos que exigem financiamento.

O que os turistas devem ter em conta antes de viajar

Os viajantes devem incluir a nova taxa no orçamento com antecedência, para evitarem surpresas desagradáveis no dia da chegada. Mais cinco dólares americanos podem parecer pouco, mas tornam-se relevantes para famílias ou grupos.

Quem viaja em família paga consideravelmente mais pelos Visa on Arrival - cada pessoa necessita do seu próprio visto.

Por exemplo, uma família de quatro pessoas passa a desembolsar 120 dólares americanos pelos vistos à chegada, em vez de 100 dólares. No destino, a taxa costuma ser paga em numerário e em dólares americanos. Alguns balcões também aceitam outras moedas, mas a taxa de câmbio aplicada é frequentemente desfavorável.

Visa on Arrival ou e-Visa: qual é a opção mais vantajosa?

Com o Visa on Arrival mais caro, muitos viajantes analisam com maior atenção se o e-Visa será uma alternativa adequada. O visto eletrónico é solicitado através de um portal oficial na internet. Os custos mantêm-se em níveis semelhantes aos anteriores e não foram afetados pela alteração atual.

As principais diferenças são as seguintes:

Opção Pedido Taxa (situação em março de 2026) Vantagem
Visa on Arrival diretamente à chegada ao aeroporto / posto de fronteira 30 dólares americanos imediato, sem necessidade de preparação prévia
e-Visa online antes da partida inalterada, sem novo aumento menos tempo de espera no aeroporto
Visto através de embaixada presencialmente ou por correio inalterada, varia consoante o país adequado para finalidades de viagem específicas
Visto de entradas múltiplas antecipadamente, geralmente através de embaixada ou online 60 dólares americanos ideal para várias estadias durante o ano

Quem planear com antecedência pode evitar as filas nos balcões do Egito com o e-Visa e seguir mais rapidamente para o hotel após aterrar. Por outro lado, quem reservar apenas poucas horas antes do voo acaba muitas vezes por recorrer ao Visa on Arrival - pagando agora o novo valor.

Contexto: porque as taxas de visto sobem repetidamente

As taxas de visto constituem uma fonte de receita flexível para os Estados. Podem ser ajustadas com relativa facilidade, sem exigir grandes reformas legislativas. Muitos países revêm estes montantes de poucos em poucos anos.

O Egito é um destino turístico clássico, onde o turismo tem um peso económico enorme. Depois de crises políticas e da pandemia de coronavírus, o país tem procurado há anos recuperar a confiança dos visitantes internacionais. Novas atrações, como o Grande Museu Egípcio, no Cairo, ou estâncias modernizadas no Mar Vermelho, destinam-se a atrair mais turistas; ao mesmo tempo, o Estado procura recuperar parte dos custos através das taxas.

Riscos e oportunidades para os viajantes

Quem está a preparar uma viagem não deve basear-se apenas em relatos antigos ou publicações em fóruns. Uma das dificuldades é que as condições de entrada podem mudar a curto prazo, como aconteceu agora com as taxas de visto. Informações desatualizadas podem fazer com que seja necessário pagar mais no aeroporto ou que falte um documento importante.

Por outro lado, a nova taxa leva muitos viajantes a analisar melhor as diferentes categorias de visto. Quem estiver bem informado pode evitar despesas desnecessárias e escolher a solução mais adequada. Para quem viaja frequentemente, por exemplo, o visto de entradas múltiplas pode até ser mais económico a longo prazo, apesar do custo inicial mais elevado, caso estejam previstas várias viagens por ano.

Dicas práticas para a próxima viagem ao Egito

Para que a chegada decorra sem complicações, alguns passos simples de preparação podem ajudar:

  • Verificar, antes de reservar, qual a opção de visto adequada à viagem.
  • Prever as taxas em dólares americanos e, sempre que possível, levar numerário com o montante certo.
  • Consultar regularmente os sites oficiais do Governo, pois as condições de entrada podem ser alteradas.
  • No caso de viagens organizadas, perguntar ao operador turístico se o visto está incluído no pacote.
  • Confirmar a validade do passaporte: é frequente os países exigirem uma validade remanescente de, pelo menos, seis meses.

Em particular, quem já está a planear para 2026 uma viagem ao Mar Vermelho ou ao Cairo deve considerar a nova regra no cálculo dos custos. Embora o aumento seja limitado face ao orçamento total das férias, demonstra claramente que as regras de entrada não são um elemento estático, mas sim um instrumento da política de turismo sujeito a ajustamentos contínuos.

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Miguel Ângelo Ferreira

Miguel Ângelo Ferreira é guia de natureza certificado e fotógrafo de paisagem, especializado no Parque Nacional da Peneda-Gerês e nos seus percursos pedestres. Dedica-se à divulgação responsável das cascatas, lagoas e trilhos do Gerês, aliando conhecimento do património natural local a práticas de turismo sustentável e seguro.

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